Uma boa palavra com data
A promessa chegou por carta, endereçada a exilados que tinham acabado de ouvir que deviam
construir casas e plantar jardins na Babilônia, porque o cativeiro cumpriria os seus setenta
anos inteiros. Matthew Henry sublinhou a garantia por baixo da data: o que é de fato palavra de
Deus é uma boa palavra e, portanto, será cumprida, e nem um iota ou til dela cairá por
terra
.a O número não era um castigo adicional; era a parte
verificável da promessa. Um Deus que se compromete com um prazo aceita ser cobrado por ele.
Do que o número foi feito
Setenta anos, contados — como Henry insiste — a partir da primeira deportação, cobrem uma
vida humana longa: quem foi levado adulto não voltaria; quem voltasse teria nascido no exílio.
A carta encara isso sem anestesia e por isso manda plantar jardins. O conselho de Henry para a
espera é agrícola: tenham paciência até que o fruto amadureça, e então o terão
.b
Como Daniel leu o prazo
O prazo não adormeceu a oração — despertou-a. Henry escreveu que, quando a libertação
está chegando, devemos sair-lhe ao encontro pela oração
, e lembrou como Daniel, ao perceber
que os setenta anos estavam quase completos, pôs-se a buscar o Senhor com mais fervor do que
nunca
.c Quem busca de todo o coração tem a garantia do
próprio Deus: Ele nunca disse a tais pessoas: Buscai-me em vão
.
Por que o número honesto engrandece a promessa
Sem o versículo 10, o 11 parece um talismã de sucesso rápido — exatamente o que os falsos profetas da Babilônia vendiam. Com o versículo 10, ele se torna outra coisa: a palavra de um Deus que declara o custo antes de declarar o desfecho, e sustenta os dois. O prazo é o que separa esperança de eufemismo. A promessa completa, com o seu contexto epistolar, está em a carta aos exilados; o versículo seguinte, em Jeremias 29:11.